Administração e Marketing relacionados às particularidades do Esporte!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A Organização da Indústria do Esporte


Atualmente, a Gestão do Esporte no Brasil se encontra, de uma maneira geral, em uma situação muito amadora. Isso impede completamente o bom desenvolvimento do Esporte brasileiro para que possamos, um dia, nos tornarmos uma potência olímpica. Precisamos, cada vez mais, de uma Gestão Esportiva Profissional em todos os lugares onde o esporte está inserido como, por exemplo, em clubes, equipes, fundações esportivas, eventos esportivos, ligas, federações e confederações das modalidades, Ministério do Esporte, entre outros.

Para isso, as pessoas que desejam atuar nessa área têm de possuir uma formação na área esportiva para poder entender o Esporte, saber suas premissas e tendências, além de possuir um Know how gerencial na área administrativa e de marketing. Assim, possuindo esta estrutura, vamos poder iniciar o Ciclo Virtuoso de Sucesso do Esporte, que explicarei adiante.

Este Ciclo começa pela Gestão Esportiva Profissional que, com todo o conhecimento adquirido e um pouco de investimento, tem a possibilidade de manter os jogadores de qualidade.
Estes verdadeiros artistas do esporte nacional com uma estrutura e técnica, por sua vez, possivelmente produzirão vitórias e conquistarão títulos (conhecidas como metas institucionais), o que fará com que o clube/instituição alcance suas metas e objetivos, gerando todo um espetáculo.

O espetáculo esportivo, aliado ao ambiente da emoção, tem o poder de satisfazer todos os players esportivos interessados: Torcedores, Mídia, Investidores e Jogadores. Pois, como aprendido na psicologia, o ambiente faz o comportamento! E isso, atrairá novos investimentos (maiores contratos com TV, patrocínios mais lucrativos, outros negócios rentáveis e algumas receitas alternativas), pois empresas vão querer agregar todos esses bons valores que o Esporte pode transmitir à imagem das marcas, e torcedores e fãs vão querer estar asociados, frequentar e adquirir produtos com a marca da propriedade esportiva.

Tudo isso provocará maior lucro, ou seja, haverá a possibilidade de crescimento e realização de um planejamento para atingir outras metas e resultados.

Este grande lucro gerará uma melhoria permanente, pois haverá a possibilidade de investimentos tanto em recursos humanos quanto em recursos materiais por parte dos Gestores Profissionais Esportivos, para que se obtenha o crescimento e o desenvolvimento da modalidade esportiva em si, iniciando todo o Ciclo Virtuoso de Sucesso do Esporte novamente...


Fonte: Victor Lima

Maiores Patrocínios de Futebol para 2009


O Campeão

Sport Club Corinthians Paulista venceu! Foi o maior valor de patrocínio à camisa no Brasil, desde 1980, data à partir da qual foi permitida a inserção das logomarcas das empresas nas camisas dos times de futebol.

Uma breve comparação

O Sport Club Corinthians Paulista obteve, em relação ao patrocínio principal da camisa, cinco vezes mais renda quando comparado ao Grêmio Football Porto Alegrense (time que teve a melhor campanha na primeira fase da Copa Santander Libertadores 2009). E isso apenas por um período de 9 meses e 10 dias de patrocínio, devido à todo o processo de negociação. Na minha opinião, este fato demonstra que: a marca Grêmio não se encontra valorizada corretamente no mercado do futebol brasileiro pois apresenta um grande potencial de crescimento de marca; e também o poder da presença de um astro "fenomenal" do esporte em uma modalidade. Realmente, são assustadores os valores que Ronaldo consegue atrair consigo.

Superioridade dos clubes paulistas

Nota-se que os 3 primeiros clubes brasileiros que mais lucraram com este tipo de patrocínio foram paulistas. Sport Club Corinthians Paulista, São Paulo Futebol Clube e Sociedade Esportiva Palmeiras, nesta ordem. A disputa entre SCCP e SPFC foi sempre muito acirrada, valores muito próximos. Porém, como já dito, a presença de um ídolo mundial do esporte no "Timão" fez a diferença. Mas a superiodidade paulista está relacionada ao fato das empresas e cifras valiosas estarem concentradas no mercado paulista, até porque a capital paulista é considerada a capital financeira do país. São Paulo é a cidade com maior PIB do Brasil e, um dado interessante, é que a pequena cidade de Barueri, localizada ao lado da capital, está em segundo lugar no ranking do PIB divulgado pelo IBGE.

Já os times cariocas se encontram no meio termo, entre os paulistas e os gaúchos. Sendo que o Clube de Regatas Flamengo tinha a proposta de R$ 14,2 mi quase fechada, mas não houve acordo porque o clube não apresentou a Certidão Negativa de Débito para a Petrobrás para conseguir o aval e receber o dinheiro. Sem nenhum parceiro comercial até esses dias atrás, o Flamengo optou por firmar um acordo-tampão, válido por três meses, com a sua nova fornecedora de material esportivo, que não queria lançar o novo uniforme sem um patrocinador principal. No total, o contrato para divulgar a Olympikus Tube por três meses rendeu R$ 3 milhões ao clube. Mas o Flamengo já tem substituta para a marca Olympikus Tube no peito de sua camisa. A partir de outubro, a cota máster do clube será da rede de postos Ale, que pagará R$ 3,5 milhões mensais pela propriedade até o fim do ano. Diria um baita negócio para o Flamengo, pela situação que se encontra.

O Vasco passou pela mesma situação diante da Eletrobrás e também continuava sem o patrocínio principal na camisa, apenas com Champs (fornecedor oficial de material esportivo) e Habib's estampado nas mangas da camisa. Durante as semifinais da Copa Kia do Brasil, o time conseguiu patrocínio da distribuidora de gasolina Alesat, para os dois confrontos com o Corinthians. Por meio da marca Ale, a empresa, que não divulgou os valores, confirmou o acordo, que aliviou um pouco a pendência financeira do clube. Hoje, após uma longa caminhada e muitas negociações, o Vasco finalmente conseguiu sacramentar o acordo de patrocínio com a Eletrobrás. A diretoria ainda não divulgou de forma oficial, mas o contrato já foi assinado no início desta semana. Na próxima terça-feira (14/07), o presidente Roberto Dinamite vai realizar uma apresentação simbólica à imprensa juntamente com os representantes da estatal de energia elétrica. O contrato vai render aos cofres vascaínos R$ 14 milhões este ano.

Curiosidade

O Corinthians já conseguiu lucrar um bom dinheiro com acordos de patrocínios neste ano de 2009. Foram cerca de R$ 37 milhões, somando os patrocínios da Batavo, Banco Pan-Americano (Baú e Tele-Sena), Bozzano e Avanço, além dos patrocínios ocasionais (marketing de oportunidades) fechados no começo do ano como, por exemplo, da Ford, da Vivo, entre outras empresas.
Animado com o sucesso de Ronaldo nos campos e nos negócios, o Corinthians projeta um crescimento de até 30% nas suas receitas em 2009. A análise é feita em parceria com a Casual Auditores, que acredita em um faturamento de até R$ 132,6 milhões.

Fonte: Victor Lima

terça-feira, 9 de junho de 2009

O Handebol como um Produto de Marketing

O Marketing Esportivo é uma área que está crescendo no Brasil. Ainda se encontra na fase de “engatinhamento” e, devido a este fato, há muitos profissionais e, por sua vez, empresas de Marketing Esportivo atuando no mercado de trabalho sem possuir um domínio abrangente sobre o Esporte. Para atuar nesta área não basta apenas gostar de esportes, é necessário entendê-los, saber suas vertentes, suas peculiaridades, suas premissas, suas tendências, sua importância social, enfim, saber realmente qual o seu significado perante a sociedade e ao ser humano.


Além disso, os investimentos em patrocínio esportivo já não podem mais ser apenas por mera ajuda filantrópica ou pelo motivo do presidente e/ou diretores de tal empresa gostarem de um esporte específico. Deve ser sim, pelo fato dos objetivos e metas empresariais e de marketing da empresa estarem atrelados aos objetivos, público-alvo e valores da propriedade esportiva.


Partindo para um outro lado, começo a falar da importância de uma empresa utilizar o Esporte como uma plataforma de comunicação (investimento no esporte/patrocínio) em suas estratégias de Marketing. E, tendo em vista o Handebol, uma modalidade esportiva que vêm crescendo bastante no nosso país, mas que encontra algumas dificuldades na captação de patrocínio, muitas das vezes por incapacidade de seus dirigentes devido à falta de conhecimento apresentada sobre o que o Handebol pode oferecer como retorno às empresas patrocinadoras e o que estas são e buscam no Esporte.


Este Esporte, que foi criado em 1919 na Alemanha e que há exatamente 89 anos é praticado no Brasil possui valores muito importantes como, por exemplo, agilidade, velocidade, rapidez, disciplina, união (espírito de grupo), seriedade, juventude, é dinâmico e enérgico, entre outros, que quando transmitidos à empresa patrocinadora passa a dar uma nova conotação ao DNA da marca, um reposicionamento da imagem da marca. Enfim, o Handebol pode ser uma grande oportunidade de alavancar os negócios de empresas do ramo de Tecnologia, Internet, Automobilismo e outras empresas que desejam possuir esses valores e, claro, que possuam o mesmo público-alvo que, no caso do Handebol, alguns dados de pesquisas o colocam como um esporte praticado mais pelo público feminino, entre 12 e 24 anos segundo pesquisa realizada pela TGSports. Além disso, é o quarto esporte mais praticado nesse grupo etário, com 26% de penetração. Em relação à TV, na ESPN Brasil o público que assiste Handebol é masculino, na faixa etária compreendida entre 18 e 24 anos. Mas, este fato é devido a ESPN Brasil ser um canal com audiência predominantemente masculina.


Além de ser um excelente conteúdo, por gerar mídia espontânea qualificada que, consequentemente gerará visibilidade, esta ação entre propriedade esportiva patrocinada e empresa patrocinadora é uma forma eficiente de atingir o público-alvo, tem um investimento relativamente baixo para um alto retorno, agrega valor a marca, incrementa o consumo de produtos/serviços, associa a marca valores positivos que o esporte transmite, possibilita a integração com clientes, parceiros, fornecedores e colaboradores, ótima ferramenta de comunicação (gerando simpatia junto ao público e mídia), há um envolvimento da empresa com a comunidade e possui grande receptividade, por envolver emoção do espectador. Com essa relação, a propriedade esportiva tem a possibilidade de se desenvolver e as empresas e seus diretores, por sua vez, passarão a acompanhar satisfeitos o tilintar das caixas registradoras, ambas conquistando seus objetivos.


Porém, todos esses benefícios proporcionados por esta associação de marcas não acontecerão de forma ideal se for realizada de qualquer maneira. Tem de ser devidamente implantada e executada por seus empresários e gestores esportivos, pois é necessário que haja uma conciliação entre público-alvo, valores (crenças e cultura) e objetivos, ou seja, tem que haver uma ligação cultural, de identidade e de interesses em comum entre as marcas durante o exercício de um patrocínio.


Depois de concretizado o patrocínio, não basta apenas observar, é praticamente obrigatório realizar a ativação do patrocínio através de ações que tenham a intenção de fixar a marca na memória do torcedor/consumidor e, também, destinar, ao menos, metade da porcentagem da verba efetiva do patrocínio em publicidade, para poder explicar o significado ou função do seu produto/serviço, pois o Marketing Esportivo não permite explicar isso.


Finalmente, saber o quanto esta ação obteve de retorno é extremamente relevante. Isso pode ser realizado através de cálculos de retorno de mídia através de clipagens, entre outros, que são denominados como Retorno Sobre Investimento (ROI, sigla em inglês). Para saber exatamente o ROI, as empresas acabam tendo que dispender muito tempo e dinheiro, o que tem feito a grande maioria das empresas optar por uma mensuração mais fácil, rápida e barata, sendo este denominado Retorno Sobre Objetivos (ROO, sigla em inglês) que, como o próprio nome diz, é uma análise feita sobre os objetivos para estabelecer se foram atingidos ou não, para, assim, descobrir se o retorno está alcançando as expectativas esperadas. Esta informação será importante para a base de dados sobre as quais os tomadores de decisão optam por continuar ou não com o investimento. E se eles optam por continuar, o investimento passa a ser a longo prazo e, desta forma, começa a se criar um vínculo entre propriedade esportiva patrocinada e empresa patrocinadora, o que é muito importante para os dois lados, que é a estabilidade, pois fornece credibilidade e confiança à empresa e amplo desenvolvimento à propriedade esportiva.


Fonte: Victor Lima

domingo, 17 de maio de 2009

No marketing esportivo, é preciso aproveitar oportunidades!


"Para isso, saber o momento propício e mostrar resultados é fundamental".

Oportunidade e timing (saber o momento propício)!
Esses são dois conceitos chaves no marketing esportivo. Ao se escolher um cliente para buscar patrocínio e apoio, é necessário ter essas idéias muito claras. Um plano de ação elaborado de maneira correta, e na hora apropriada, significa boas chances de se conseguir um resultado satisfatório.

O timing nada mais é que antever uma situação. Por exemplo: no Brasil, é comum que empresas definam a verba que gastarão em marketing até três meses antes do início do ano contábil. Procurar uma dessas empresas depois desse período já implicaria em novos obstáculos.

No entanto, se uma consultoria consegue apresentar propostas de patrocínios de maneira a se adequar ao cronograma do cliente, o caminho já se torna mais limpo, sobretudo nos casos que envolvem maior quantidade de capital.

Tão ou mais importante quanto possuir esse timing, é possuí-lo sob circunstâncias favoráveis. Ou seja, saber explorar as oportunidades que surgem. Uma simples notícia de jornal, com declarações de um executivo dizendo que pretende investir em determinado mercado, já pode ser uma ótima dica.

Afinal, expansão de negócios significa que há uma necessidade em promover algo, em interagir com novos públicos. E, para isso, o marketing esportivo proporciona um caminho muito promissor, já que possui características perfeitas para se criar oportunidades de reconhecimento de marca.

Mas não é apenas a busca de uma empresa por novos horizontes que pode culminar em uma boa oportunidade. Um cliente que passa por uma fase difícil em determinada área pode precisar de uma boa ação para voltar a atingir seus objetivos. O marketing esportivo, outra vez, aparece com grande potencial.

A preocupação por um trabalho bem feito, porém, não deve diminuir ao se fechar um patrocínio. Tão importante quanto conquistá-lo, é mantê-lo. E, para isso, é necessário apresentar os resultados da maneira correta, com dados claros que provem ao patrocinador que o retorno existiu e justificou o investimento.

Bibliografia: CARDIA, W. Marketing e Patrocínio Esportivo. Editora Bookman, 2004.

sábado, 16 de maio de 2009

Êxodo atrapalha numeração fixa no futebol brasileiro!

"Saídas constantes de jogadores criam situações curiosas nas principais equipes do país".

Somente em 2007, segundo dados da Confederação Brasileira de Futebol, o futebol brasileiro viu 1085 jogadores se transferirem para equipes de outros países. Com tanta movimentação no mercado, a identificação de torcedores com os atletas é um processo cada vez mais complicado. E se o constante êxodo dificulta a criação de ações voltadas a esse vínculo, o que dizer do efeito que ele tem para a numeração das equipes?

Entre os clubes que adotam a numeração fixa no Brasil, é comum que os jogadores titulares no fim da temporada usem números que muitas vezes fogem totalmente do cotidiano de seus torcedores. Esse processo ainda é amparado por outro dado fornecido pela CBF: enquanto 1085 jogadores deixaram o país em 2007, 489 voltaram ao futebol canarinho.

O excesso de mudanças no elenco é a explicação dada pelo Cruzeiro, que adotou a numeração fixa em 2005 e 2006, mas abandonou esse processo no ano seguinte. A nova conduta da diretoria celeste para as camisas é usar a numeração fixa apenas quando a competição exigir isso.

“Usamos por dois anos, mas depois vetamos a numeração fixa. Se eu coloco a numeração e há um contingente de atletas que saem no meio do ano, eu perco aquele número na avaliação de recepção do público”, explica Antônio Claret, diretor de marketing da equipe mineira.

Segundo o dirigente, a numeração fixa teve mais pontos negativos do que positivos quando foi adotada pelo Cruzeiro. “A imprensa reclamava muito, o torcedor não entendia. Era o goleiro com a 1, o zagueiro com a 44 e o lateral com a 25... muito complicado”, conta Claret, que também aponta um problema que as camisas específicas criam para os jogos: “Como não sabemos quem o técnico vai escalar, se eu tenho 40 atletas inscritos, preciso de pedir 40 modelos diferentes ao patrocinador em cada partida”.

O Santos tem argumentação similar para dizer por que é contrário à adoção do uso da numeração fixa em sua equipe. “Mesmo com ações pontuais, você precisa de um tempo para um trabalho de exploração de imagem dos atletas. E se o jogador ficar só um ano ou seis meses no clube, não há condições para isso”, aponta Dagoberto Fernando dos Santos, diretor de planejamento da equipe alvinegra.

Com as constantes mudanças de elenco, as equipes que adotam numeração fixa no futebol brasileiro ainda precisam conviver com um problema: a adaptação ou maleabilidade dessas inscrições. Um exemplo aconteceu no São Paulo, que contratou o atacante Dagoberto em abril de 2007, depois de meses de negociação. Como a temporada já estava em curso e o elenco estava montado, ele ficou com a camisa 25. Rapidamente, a camisa 25 tornou-se uma das mais vendidas do São Paulo. Depois disso, a equipe tricolor começou a projetar ações voltadas ao uso da imagem do atacante, sobretudo porque ele foi peça importante da equipe que conquistou o Campeonato Brasileiro. No entanto, com a reformulação do elenco tricolor no início de 2008, Dagoberto abandonou o número e passou a vestir a 11. Atualmente, Dagoberto está utilizando o número 25 novamente.

Fonte: Guilherme Costa/Universidade do Futebol

O próximo passo!

"Clubes precisam saber se planejar e contar com executivos competentes".

A palavra do futebol brasileiro agora é planejamento. Clubes modernos, clubes vencedores, clubes do futuro são as potencias atuais porque começaram com o tal do planejamento bem antes dos demais.

Planeja-se a temporada. Fazem-se cálculos do número de jogos, confirmados e possíveis. Calcula-se o número de jogos em casa, o número de jogos fora. O custo dos jogos em casa, a arrecadação dos jogos como mandante, o custo dos jogos fora. Adiciona-se a cota de televisão. Calculam-se as dívidas que precisarão ser quitadas. Negociam-se patrocínio, licenciamentos. Estima-se o número de atletas no elenco conforme as competições da temporada. Quais atletas sairão, quais interessam vir, desses, quais virão e quais são inviáveis. Faz-se a avaliação da comissão técnica. Os ajustes necessários. Olha-se para as categorias de base. E cada vez com mais interesse para as empresas de investidores.

Seria possível continuar por muitas páginas a listas os fatores que são considerados na confecção de um bom planejamento.

E felizmente todos os clubes entenderam, pelo caminho mais difícil, a diferença que faz no final do ano realizar o planejamento de forma adequada, com profissionalismo.

Mas o planejamento não sai do papel sozinho. E este é o próximo passo para os clubes de futebol aprenderem a dar. Os clubes brasileiros terão que contratar seus próprios executivos.

Gente capaz de levar adiante a execução de seu planejamento. Profissionais com a missão de fazer o clube atingir tudo o que foi planejado. Cada vez mais será necessário substituir o boleiro/sócio/torcedor que sempre tocou as coisas de forma empírica por pessoas capacitadas na administração de empresas. Com visão crítica de gestão e preparadas para lidar com o mundo implacável dos negócios que invadem os gramados e seu entorno.

O volume financeiro que gira em torno do futebol cresceu de forma espantosa. E por conta desse atraso em dar o próximo passo, já é possível perceber a mudança na formatação da relação das forças econômicas com o futebol.

A nova onda no futebol brasileiro é o reflexo da atual situação. Os grandes grupos de investimento no esporte não aportam valores nos clubes, que assim iam ao mercado escolher seus atletas. Agora, eles mesmos aportam valores nos atletas que desejam e os clubes os utilizam através de parceria. Prova de que já não bastará ao clube ter um bom planejamento, mas também pessoas capazes de se tornarem executivos do futebol.

Fonte: Gesbol/Universidade do Futebol

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sinergia em patrocínio: Ferrari & Shell

Pense em três grandes marcas de automóveis. Certamente uma delas é a Ferrari, correto? Agora, que marca se associa diretamente à Ferrari? Desde 1996 a Shell patrocina a equipe da montadora italiana na Fórmula 1 e pisa fundo para que o consumidor saiba da sinergia que há entre as duas marcas. Não é à toa que 40% dos consumidores da Shell associam a marca à Ferrari. Juntas, o resultado dentro das pistas é animador, já que a Ferrari obteve 135 vitórias, 11 títulos de pilotos e oito títulos mundiais de construtores, tudo isso sob o patrocínio da Shell.

A parceria entre Shell e Ferrari acontece desde quando a montadora italiana estreou na Fórmula 1. Hoje, cerca de 40 especialistas estão nos laboratórios da Shell em todo o mundo para que, a cada corrida, seja possível avaliar os combustíveis e lubrificantes para entender, inclusive, as diferenças entre os pilotos. Mas, como fazer para o consumidor final ter esta percepção?

A Shell trabalha para levar as tecnologias desenvolvidas nas pistas para as ruas, visando a implementação delas em carros de passeio. Trabalhar lado a lado com uma das 100 marcas mais famosas do mundo é um privilégio para a Shell, mas também é preciso se adaptar ao estilo da marca e é por isso que todos os funcionários da Shell envolvidos no dia-a-dia da Ferrari falam o idioma da escuderia, o italiano.

Parceria longa e adaptada
Para construir uma marca de prestígio como a Ferrari é necessário que o consumidor a veja como objeto de desejo. De acordo com Ingrid Buckmann, gerente de marca e comunicação da Shell Brasil, ter coerência e perseguir os objetivos é uma das ferramentas que criam valores. “Uma marca se constrói a cada contato com o consumidor. Tudo o que fazemos em comunicação constrói ou destrói uma marca e, por isso, foco e coerência são fundamentais”, diz Ingrid em entrevista ao Mundo do Marketing.

O primeiro registro de ativação da parceria entre Shell e Ferrari data de 1930, quando a equipe italiana estreou nas competições. Atualmente, a cada corrida, a Shell avalia combustíveis e lubrificantes em um laboratório móvel que mostra o perfil e o modo como cada piloto se comporta em cada circuito. Desta forma é possível que qualquer produto desenvolvido para as pistas de corrida seja levado para as ruas também.

No Brasil, o combustível não pode ser igual ao da F1 por restrições legislativas, mas na Europa é possível que o combustível seja 99% igual ao que é usado nas corridas. Mas isso não quer dizer que os brasileiros que tem uma Ferrari deixam de usufruir do motor do automóvel. Todos os modelos da Ferrari que chegam ao Brasil são adaptados para receber o combustível nacional.

Vermelho Ferrari
É comum que as pessoas vejam a Ferrari como uma marca diferenciada. As características principais e mais conhecidas dos produtos da marca italiana são o ronco do motor, o design dos modelos voltados para corridas e a inconfundível cor vermelha. Porém, engana-se quem pensa que esta é a cor original da Ferrari. “A cor original é o amarelo. O vermelho se tornou importante porque era diferenciada na época em que a marca surgiu”, conta Ingrid durante o Fórum ABA Branding.

Só que nem uma cor e nem outra fazem a cabeça dos milionários proprietários de uma Ferrari. Segundo a gerente de marca e comunicação da Shell Brasil, hoje a cor preferida é o branco com estofado vermelho, que é muito requisitada por japoneses e árabes. Para chegar neste público, a Ferrari desenvolve estratégias de Marketing diferentes das tradicionais. Ao contrário de outras marcas que atingem o consumidor nos intervalos comerciais, a Ferrari está inserida nos filmes através de merchandising em grandes produções do cinema mundial.

Ter uma Ferrari na garagem é para poucos, e esses poucos são privilegiados. “Este carro é produzido quase que artesanalmente. Cada couro e cada item é escolhido pelo proprietário durante a produção”, conta Ingrid. De acordo com ela, a Ferrari segue uma linha que hoje a diferencia de todas as outras marcas. “Entendemos que não se pode aplicar uma marca de qualquer maneira porque a coerência se perde. É preciso ter critério, seguir o guia de aplicação da marca. Estes são fatos que fazem o cliente ver a Ferrari de forma consistente”, afirma.

Sinergia e Marketing
Na Shell, a Ferrari é parte do DNA da empresa e por isso falar de Ferrari e de V-Power será sempre parte da estratégia da marca de combustíveis e lubrificantes. Para 2009 os planos de investimento em Marketing serão similares aos R$ 25 milhões gastos ano passado, o que engloba pesquisas, promoções em redes de postos Shell, eventos comemorativos e principalmente o GP Brasil de F1.

O envolvimento com a marca Ferrari é comum também entre os funcionários da Shell, já que a montadora recebe trabalhadores de um programa de incentivo em sua fábrica. O sucesso e o encantamento que uma fábrica da Ferrari gera também é privilégio para os consumidores finais, que são recebidos por instrutores exclusivos.

Para interagir com o público, a montadora italiana desenvolveu uma ação de Marketing Viral em postos da Shell em diversos países que levou os pilotos da Ferrari para o ponto-de-venda. Na Europa, o ex-piloto Michael Schumacher foi colocado dentro das lojas de conveniência dos postos como uma estátua de cera, chamando a atenção dos consumidores. Já Felipe Massa, abastecia um carro velho com combustível Shell, que depois de abastecer apresentava o barulho do motor de um modelo da Ferrari. “Não é só estampar uma logomarca. Tem que fazer ser incrível. O retorno de mídia da Ferrari gira em torno de R$ 15 milhões”, completa Ingrid Buckmann.

Ferrari e Shell na F1


  • A Shell mistura cerca de 40 toneladas de lubrificantes por ano.

  • A cada ano, a Shell desenvolve 250 mil litros de combustível para a Ferrari na F1.

  • Só nos fins de semana, a Ferrari analisa o combustível Shell mais de 40 vezes.

  • Durante um Pitstop na F1, a gasolina entra nos carros da Ferrari 25 vezes mais rápido que nos postos comuns, com 12 litros por segundo.

  • O combustível Shell é resfriado antes de entrar nos carros de F1 da Ferrari para que fique mais retraído e assim caiba mais no tanque.
Fonte: Thiago Terra/Mundo do Marketing

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